De autoria dos dermatologistas Guilherme Bittner (SBD-MS), Felipe Cerci (SBD-PR), Elisa Kubo (SBD-PR) e Stanislav Tolkachjov (Dallas, EUA), o artigo “Cirurgia micrográfi-ca de Mohs: revisão de indicações, técnica, resultados e considerações” foi publicado na seção “Educação médica continuada” nos Anais Brasileiros de Dermatologia.

A publicação revisa aspectos da cirurgia de Mohs como considerações pré-operatórias, indicações, segurança e eficácia, além de compará-la com a cirurgia convencional através de ilustrações. A cirurgia de Mohs, técnica consagrada para o tratamento dos CBCs e CECs nos Estados Unidos, Canadá e países da Europa, está em crescimento no Brasil. O método tem como vantagens: maior taxa de cura, preservação de pele sadia e menores cicatrizes.

Cirurgia micrográfica de Mohs. As margens cirúrgicas laterais e profundas são colocadas em um mesmo plano, permitindo que 100% delas sejam visualizadas no exame microscópico.

“Esse artigo foi pensado e escrito com muito carinho ao longo de cinco meses, sendo útil tanto para aqueles que praticam a técnica como para os dermatologistas em geral”, explica Dr. Felipe Cerci.

Na cirurgia de Mohs, o exame microscópico é realizado em 100% das margens cirúrgicas após a remoção do fragmento de pele, enquanto na cirurgia convencional isso ocorre dias depois e em amostras das margens (1% – 2%).

Por isso, remove-se uma “margem de segurança” de pelo menos 4 mm ao redor do tumor na técnica convencional, enquanto na cirurgia de Mohs inicia-se com 1-2 mm de margem e, no caso de margem comprometida, efetua-se nova remoção de pele no local acometido.

Essa é a razão pela qual a técnica é indicada para tumores na face, principalmente ao redor dos olhos, da boca e no nariz, áreas que, além da estética, têm importância funcional. De qualquer forma, Cerci ressalta que boa parte dos CBCs e CECs pode ser tratada com outros métodos, que incluem a cirurgia convencional, eletrocoagulação, curetagem e terapias tópicas.

Cirurgia convencional. A peça cirúrgica é cortada como um “pão de forma” (bread-loaf), por isso apenas amostras das margens cirúrgicas laterais e profundas são visualizadas no microscópio

 

Dr. Felipe Cerci e Dra. Elisa Kubo, dermatologistas paranaenses que estão entre os autores do importante artigo sobre a cirurgia micrográfica de Mohs

Dr. Felipe Cerci e Dra. Elisa Kubo, dermatologistas paranaenses que estão entre os autores do importante artigo sobre a cirurgia micrográfica de Mohs

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